Em
abril/96, por ocasião da realização da Jornada Técnico Cultural,
coordenada pela diretoria do Sindicato dos Contabilistas de Bauru,
que tinha como Presidente Paulo Roberto Martinello, promovida pela
Federação dos Contabilistas do Estado de São Paulo. O evento contou
a presença de diversas autoridades da classe Contábil entre elas
o então Presidente da Federação dos Contabilistas do Estado de São
Paulo Sr. Orival da Cruz e o Presidente da JUCESP/SP Sr. Natan Chaves
Junior. Tomou-se conhecimento da intenção do Sr. Natan, de promover
a descentralização da JUCESP através da abertura de Escritórios
Regionais pelo interior paulista.
Nascia
assim, o sonho de Bauru ser uma dessas unidades descentralizadas.
Como do sonho pode se fazer uma realidade, iniciou-se a busca do
objetivo principal que era a descentralização, ser iniciada por
Bauru. Desafios foram enfrentados, todavia o pioneirismo tomava
conta e superava obstáculos.
Publicada no Diário
Oficial da União no dia 06/03/96 a Instrução Normativa nº 50, vinha
reforçar e dar diretrizes de como proceder e o que se exigiria para
se conseguir a aprovação para funcionamento dos Escritórios Regionais.
Entre
as exigências continha a obrigatoriedade de ter a participação de
03 (três) entidades sem fins lucrativos de ordem privada e
01( uma) de ordem pública.
As articulações
iniciam entre o SINDCON, CIESP e a ACIB, e começam as viagens em
busca do objetivo principal a realização do sonho tão sonhado. Foram
aproximadamente 220 viagens entre Bauru - São Paulo em busca de
conhecimentos e recursos. Até que chegamos ao SIMPI, especificamente
a pessoa do Sr Joseph Couri então Presidente daquele Sindicato.
Entre reuniões e cafézinhos foram se definindo posições até culminar
com a concretização do objetivo principal que era a descentralização
da JUCESP para o interior paulista especificamente em Bauru. Inicia-se
então uma nova etapa que foi a escolha de local e definição de layout
para funcionamento tudo dentro das exigências da Jucesp. Nesse processo
de escolha tivemos a sorte e felicidade de contarmos com a colaboração,
dedicação e capacidade de um grande amigo o Beto da Bauru Imóveis
que muita participação teve nas definições de escolha e indicação
do imóvel bem como suas reformas de adequação as necessidades do
layout de funcionamento. Importante também ressaltar que nesse desbravamento
de caminhos tivemos a colaboração de dois grandes profissionais
e amigos que foram Alfredo e Maria Cristina do SIMPI imprescindíveis
nos contatos com SERPRO, PRODESP, etc... e também com Prefeitura
Municipal de Bauru, com a Assinatura do Protocolo de Intenção e
a sessão de funcionários públicos exigidos
por Lei, Receita Federal de Bauru, através de sua Delegacia e Secretária
da Fazenda Estadual através de sua Regional, assim com a somatória
de forças fomos caminhando até o dia 05/08/1997 dia da inauguração
desta unidade descentralizada da JUCESP.
Dia importante
ocasião de satisfação pelo dever cumprido, presença das maiores
autoridades políticas de nosso Estado como o governador Mário Covas,
Natan Chaves Junior Presidente da Junta Comercial do Estado de São
Paulo, Belisário dos Santos Junior Secretario da Justiça e Defesa
da Cidadania, o Deputado Federal Tuga Angerami, Joseph Couri Presidente
do SIMPI, Dr. Jamil Naufal assessor e vogal da JUCESP/SP, entre
outras. Entre
manifestações e discursos os cumprimentos a toda Bauru pela conquista
do primeiro Escritório Regional da Junta Comercial do Estado de
São Paulo, o fascínio do pioneirismo estava estampado entre todos
os componentes das entidades participantes do convênio, o que há
de se ressaltar o brilhantismo do trabalho desenvolvido pelos diretores
Paulo Roberto Martinello e Cris Moreno, representantes do SINDCON
e hoje Diretores da unidade descentralizada da JUCESP, ou seja,
do Escritório Regional Jucesp - Bauru.
As festividades
tinham uma dose de satisfação pessoal, entretanto para os diretores
Paulo e Cris, iniciavam mais um desafio que era o funcionamento
a contento do Escritório Regional. Toda estrutura pronta, layout
de produção estabelecido, móveis devidamente localizados,
instalações ligadas ao setor de informática devidamente pronta para
as operações, contatos com as repartições através de link definidos,
funcionários contratados e treinados, tudo pronto, abrem -se
as cortinas e começa o espetáculo, iniciasse a maratona dos trabalhos,
e assim no dia 18 de agosto de 1997 temos a primeira empresa registrada
fora da JUCESP/SP em 107 anos de vida da Junta Comercial. Trata-se
de uma empresa individual que recebeu o registro, da cidade de Jaú/SP,
apresentada pelo Escritório Recorde, de propriedade do contador
Roberto Alves Bil Barbosa. Este foi o primeiro entre muitos que
vieram.
Desta forma a história
do E. R. Jucesp Bauru, deve ser contada em 03 etapas:
Primeira: - desafio da
montagem
Segunda: - antes da publicação
portaria 65/98 de 14/08/98.
Terceira: - depois da
publicação 65/98.
Com certeza, nasce
aqui a curiosidade... O que contém essa portaria 65/98 que faz dividir
a história em antes e depois?
Esclarecimento
- cria a regionalização da JUCESP/SP aos Escritórios Regionais constituídos
em todo Estado em numero de 06 Escritórios e determina as Cidades
a serem atendidas para cada escritório. A nossa Regional coube atender
apenas 92 cidades das 330 já atendidas. Registra-se aqui a injustiça
cometida por ocasião da Regionalização.
Entretanto
como desde o inicio plantou-se o embrião com dificuldades a base
de desafios, lá vamos nós para mais um deles, porém este com uma
dose amarga para suportar.
No período antes
da portaria toda estrutura fora montada, custeios definidos e cumpridos,
apresentando resultados positivos tanto na questão qualidade, como
atendimento e orientações. Segundo dirigentes da JUCESP/SP nosso
Escritório Regional tornou-se modelo entre os demais.
A redução da área
de atuação redundou obviamente em queda de receita, logo a necessidade
de redução de custos com a diminuição de quadro de funcionários
etc...
Iniciou-se tudo
novamente...
Passou-se a fazer
novamente o trabalho de telemarketing, criou-se alternativas e sobrevivendo
estamos, com muitas dificuldades é claro, mas sobrevivendo.
Nossa esperança
faz crescer a confiança de que revisões serão feitas na regionalização
para que se corrija a injustiça criada pela portaria 65/98.
Estamos no aguardo
das alterações, assim que tivermos novidades para “essa é sua
história voltaremos a tela, oxalá com boas novidades, bay”...